quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Que venha 2010!

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mario Quintana.

Canadeando...

Ontem fiz meu primeiro contato falado com a minha host family. Um casal de italianos, o Gino e a Stephanie, e uma menininha, a Cristine(a?) que deve ter seus 7 ou 8 anos. Pra falar a verdade, eu estava morrendo de medo que eles não tivessem levado a sério meu "agente" - o José, o host father do Minduim - e tivessem locado meu quarto pra outro intercambista. Já pensou a dor de cabeça que eu teria, se não tivesse casa pra ficar?
Liguei a primeira vez por volta das 22h40 do Brasil (17h40 no horário local), e pedi pelo Gino. Um homem atendeu dizendo que o Gino não estava, e sugeriu que eu ligasse um pouco mais tarde. Assim eu fiz, e liguei pouco mais de meia-noite. O Gino ainda não estava em casa, mas a Stephanie me atendeu e foi super simpática! Gostei da voz dela. Se a primeira impressão é a que fica, começamos bem, eu me simpatizei com ela!!!
Vancouver é a cidade mais populosa da província canadense da Colúmbia Britânica, com 2,1 milhões de habitantes comprimidos em 113 km² de área total. Foi colonizada por Espanhóis e Ingleses, por volta de 1800, e vestígios arqueológicos indicam que povos aborígenes viveram naquela região há quase três mil anos atrás.
Além disso, Vancouver foi eleita bicampeã (2008 e 2009) pela Economist Intelligence Unit (EIU) como a melhor cidade do mundo para se viver! A lista é encabeçada pela cidade canadense, seguida por Viena (Áustria), Melbourne (Austrália) e Toronto (Canadá). A pontuação varia de 0 - 100 pontos, e o estudo leva em conta quesitos como: criminalidade, estabilidade, saúde, cultura, meio ambiente, educação e infraestrutura. Quanto mais perto do topo, melhor a qualidade de vida. Vancouver recebeu nota 98... (São Paulo e Rio de Janeiro, empatadas na 92ª posição, são as cidades brasileiras mais bem colocadas)
Isso tudo me empolga e me deixa ansiosa. Sei que vai ser difícil ficar longe de casa, longe da minha família, dos meus amigos, dos meus cachorros e de toda comodidade que tenho aqui, mas a cada dia que passa eu tenho mais certeza que esse intercâmbio vai ser fundamental para mim, tanto no que diz respeito ao desenvolvimento profissional quanto, pricipalmente, no desenvolvimento pessoal.
E por enquanto é isso.
Vancouver, aí vou eu!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Reflexão Natalina

"E o que os olhos não vêem o coração não sente
Não posso te encarar assim tão de repente
Eu começo a lembrar vou me descontrolar, chorar na sua frente"
Particularmente, eu nunca ouvi uma letra de música sertaneja dizer tanta verdade assim. Ouvi essa hoje e senti vontade de compartilhar.
Verdade seja dita. Ou cantada, no caso.

Já estou perdendo as contas...

A família Carrara ganhou mais um integrante na noite de hoje! Ok, ok, "noite de hoje" é modo de falar, o bebê é souvenir de Möers, mas o anúncio oficial foi feito hoje, durante a oração de Natal. 24 de agosto de 2010 é o dia previsto para o nacimento, mas eu já conversei com a criança e pedi que ela adiante o dia, pra nascer leonina. Virginianos são muuuito difíceis, são sim!
Um presentão de Natal, pra quem achava que o desse ano passaria em branco. Estou feliz: vem mais um priminho ou priminha por aí.

Das conclusões nada precipitadas...

Não sei o que tem naquela caixinha, só ouvia o barulho enquanto ela abria o embrulho. Sei que é uma jóia, eu li na embalagem que estava em cima da mesa. Eu preciso confessar que invejei aquele abraço e tive vontade de ganhar aquele olhar de orgulho. Mas não dá, eu não sou igual a ele. E não sei como ela quer que eu seja. Se soubesse, seria. E talvez seja o motivo de tanta diferença.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Então... é Natal

Que bacana, que bonito, que beleza! O Natal está aí e o comércio do interiorrrrr costuma abrir até as 22h nessa época. É o suficiente para tornar o trânsito no centro da cidade - que já não é lá aquelas coisas em épocas comuns - num caos insuportável!
Aqui em Itatiba o centro é composto, basicamente, por três (juro!) ruas paralelas: Francisco Glicério, Campos Salles e Quintino Bocaiúva; que a gente costuma chamar carinhosamente de "rua dos bancos", pois é nelas onde você irá encontrar o Santander, o Banco do Brasil, o Banco Real, HSBC, Bradesco e etc. O fluxo de pessoas se acumula ali, as lojas também, e os carros idem. As outras ruas são coadjuvantes de um sistema de trânsito estressante e ineficiente, mas não deixam de ter movimento.
Pois bem, saí de casa hoje com três missões: visitar meus primos que estão "grávidos", passar na casa da minha tia e sacar dinheiro no Santander. Listei as três coisas por ordem de complexidade, e comecei pela visita ao Silvinho e a Eleuza, que são vizinhos aqui de casa. Cheguei lá e não tinha ninguém! Liguei no celular, ninguém me atendeu, então comecei a procurar o telefone da residência, mas o número ficou no meu aparelho antigo, que está com a bateria arriada. "Tudo bem, faço o que tenho que fazer no centro e volto mais tarde!", pensei, e rumei ao banco. Aqui perto de casa tem um caixa eletrônico do Banco Real que facilitou muito a minha vida, depois que o Santander o comprou, pq agora dá pra movimentar conta corrente em qualquer uma das agências. Isso, claro, quando aquela joça daquele caixa eletrônico está funcionando! Minha intenção era sacar dinheiro no caixa que fica aqui perto, e fazer um caminho alternativo até a casa da minha Tia, de modo que eu não precisasse atravessar o centro em plena 8h da noite. Parece até que eu estava prevendo...
Estaciono o carro, desço, atravesso a rua, entro no caixa eletrônico, coloco meu cartão... "Aparelho temporariamente fora de sistema, por favor, tente novamente mais tarde". Ah, peraí, qual é o teu problema, amigão? Mais tarde??? Tá me pedindo pra vir aqui de madrugada, é? Comecei a me estressar. Respirei azul, expirei violeta e, na maior das boas intenções, pensei "Tudo bem, atravessar o centro não deve ser tão ruim assim. Vou tentar!". Subi a Quintino Bocaiúva, e dei de cara com um PUTA congestionamento!!! A fila pra descer a Francisco Glicério dava a volta na Praça da Bandeira, eu nunca tinha visto um negócio desses na vida!
Tudo parado, tudo travado, e o meu instinto assassino começou a berrar. Minha vontade era ter um rolo compressor, e sair acelerando, amassando todo mundo. Dentro da minha realidade, tive vontade de estacionar o carro ali mesmo e fazer tudo andando. Mas, sabe mesmo o que eu fiz? Desisti de sacar dinheiro, caso contrário teria um ataque de nervos ao volante! Pensei "Tudo bem, vou até a casa da Tia Rose, fico lá um pouco, e quando eu voltar passo pra sacar dinheiro. Com certeza o movimento terá diminuído, até lá". Tentei desviar - não contavam com a minha astúcia! - fazendo um caminho mais longo e supostamente menos movimentado, que também estava todo parado. Uma loucura! Eu levei inacreditáveis 32 minutos (até cronometrei, pra registrar o dia histórico) para chegar até o próximo destino, coisa que, em dias normais, eu faço em menos de cinco minutos!!! Numa altura dessas, eu não sabia mais se ria, se chorava ou se continuava me estressando...
E a cereja do bolo, ah, a cereja do bolo foi... Adivinha, gente? Eu cheguei na casa da minha tia, e não tinha ninguém!!! Tudo escuro, nenhum carro na garagem. Foi demais para a minha limitada paciência 'motorística'. Aí eu não tive como evitar, soltei um sonoro "Putaqueopariu" de lavar a alma.
O que consola é que o Natal é na próxima quinta-feira, e depois disso as lojas voltarão a fazer os horários normais. Para o ano que vem eu já aprendi: centro da cidade depois das 19h só se for a pé!
E um Feliz Natal aos motoristas estressadinhos!

sábado, 14 de novembro de 2009

O noivado do meu melhor primo

Eu acabei de chegar em casa e continuo com as bochechas vermelhas de tanto chorar. Resolvi escrever aqui, para ver se consigo transmitir pelo menos um pouco da calmaria que estou sentindo.
A gente tem uma história bacana, e é mais ou menos assim: o Fernando morava em SP, eu em Itatiba, e ele vinha pra cá nos fins de semana. Na férias eu ia pra lá, passar alguns dias no bairro do Mandaqui. Fazíamos contagem regressiva pra saber quanto tempo faltava pra nos vermos de novo, e gastávamos horrores com telefonemas que duravam eternidades quando estávamos longe. Ele dormia aqui em casa, e a gente passava a maior parte da noite conversando, fazendo guerra de almofadas ou jogando video game.
Pentelhamos o Felipe com um jabuti inofensivo. Comemos pastel de carne em dia santo. Empinamos pipa. Jogamos bola. Demos banho naqueles cachorros malucos da Tia Izabel, e também fomos co-proprietários da Nala, uma Basset, que um dia fugiu e nunca mais voltou. Ganhamos vários pintinhos amarelos, que sempre morriam no dia seguinte. Passamos incontáveis tardes na piscina. Conversamos pelo ICQ! Disputamos várias e várias partidas de Ping-Pong. Corremos dos gansos que corriam atrás da gente lá no sítio da Tia Elena. E dividimos uma infância inteira.
Depois eles se mudaram pra Itatiba, e todo fim-de-semana a gente passava junto. Eu estava lá quando ele apresentou a primeira namorada para os pais, e fiquei segurando vela na sala, assistindo filme com eles. Eu estava lá quando ele tirou carta, e a gente saiu pra dar uma volta de carro. Eu estava lá. Nós estávamos juntos, sempre.
Aí ele passou na faculdade, eu também comecei a minha, depois vieram os trabalhos, os compromissos, e aquela coisa boa de adolescente foi ficando pra trás. Fizemos amigos novos, nos distanciamos um tanto. O Fer terminou com a primeira namorada, arranjou a segunda, terminou com ela também, e foi então que apareceu a Grazi, trazendo o Fernando de volta. Depois que começou a namorar com ela, ele voltou a frequentar as festas de família, e como isso foi bom!
Tem quase dois meses que eu recebi a notícia de que eles estão grávidos e vão casar. Semana passada eu recebi o convite oficial pra ser madrinha. Hoje foi o noivado. Nunca consigo conter as lágrimas e, claro, hoje não foi diferente; eu realmente não consegui me conter quando ele fez o anuncio oficial dos padrinhos: "O meu irmão Felipe, e a minha prima Ana Elisa, que cresceu comigo". Ah, gente, como aquilo foi lindo! São tantas lembranças boas que fica impossível não lembrar de tudo, nessas ocasiões especiais. Quando nós nos abraçamos, a única coisa que eu consegui dizer foi um "Você sabe que eu te amo, não sabe?", com a voz trêmula, e ele também só conseguiu responder um "Sim" embargado.
A casamento vai ser no dia 23/01, e a festa promete. Só acho que vou precisar levar um lençol comigo pro altar, pra dar conta de enxugar tudo o que eu vou chorar. Ou será que posso usar o véu da noiva?

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Oficialmente nossa!


Não consigo descrever o quanto estou feliz, simplesmente porque o que estou sentindo não tem explicação. Depois de dois anos lutando, agora à tarde conseguimos, oficialmente, a guarda da Nathalia. Hoje ela passa a atender por Nathalia Ferraz Attencia, e a conquista é de todo mundo que, dia após dia, acreditou essa adoção que era possível.
Dizem por aí que a Nat tirou a sorte grande por ter nos encontrado, mas, sinceramente, eu acredito no contrário: a sorte foi nossa, de tê-la encontrado. A dona do sorriso lindo, dos olhos mais expressivos que eu já vi, dos cílios gigantes, da voz de anjo, me conquistou no dia em que eu fiquei sabendo sobre a possibilidade da adoção.
Não, você não faz idéia da importância da nossa conquista, Nat! Você ainda é tão pequena, já passou por tanta coisa, e, hoje, tudo o que nós mais queríamos aconteceu: documentos novos, sobrenome novo, família "nova"... Você é nossa!
Porém, mais importante que os papéis, é a certeza de que nada nem ninguém, a partir de hoje, poderá tirar você de nós. Porque você já é um pedaço meu, e tem todo o meu amor grandão. Perder você seria como morrer um pouco, ou como deixar que o Tigre e a Branca virassem o balde de areia: acabaria com toda a brincadeira!
Quando te vejo sorrindo, quando ganho um abraço seu, ou, simplesmente, quando fico te olhando brincar na areia da praia, me encho de uma alegria inexplicável. É um sentimento de felicidade instantânea, como se eu realmente estivesse me sentindo bem, por você estar se sentindo bem.
À você, minha menina, meu sorriso mais sincero, meu abraço mais apertado, e um beijo daqueles estalados nessa bochecha enorme!
Terminar com um eu te amo seria pouco, então eu vou terminar com uma música que, sempre que ouço, me lembro de você.
Valsa para uma Menininha
(Toquinho/Vinícius de Moraes)

Menininha do meu coração
Eu só quero você
A três palmos do chão
Menininha, não cresça mais não
Fique pequenininha na minha canção
Senhorinha levada
Batendo palminha
Fingindo assustada
Do bicho-papão
Menininha, que graça é você
Uma coisinha assim
Começando a viver
Fique assim, meu amor
Sem crescer
Porque o mundo é ruim, é ruim
E você vai sofrer de repente
Uma desilusão
Porque a vida é somente
Teu bicho-papão
Fique assim, fique assim
Sempre assim
E se lembre de mim
Pelas coisas que eu dei
E também não se esqueça de mim
Quando você souber enfim
De tudo o que eu amei

terça-feira, 27 de outubro de 2009

É só mais um desabafo...

Sabe aqueles dias que dá vontade de apagar do calendário? Ou, então, de acordar de novo e começar tudo outra vez? Pois bem, hoje foi assim. Deu tudo errado, desde a hora que eu acordei até agora, pontualmente às 21h40.
Cheguei na Bellacor e, como de costume, havia um milhão de coisas me esperando com aquele sorriso malígno de "vou atormentar o teu dia". Cobrança atrás de cobrança, até que... a luz acaba, a Rama quebra, e aí o que já estava ruim ficou pior. Na volta pra casa, resolvi parar pra comprar sapato pro casamento de sábado, e, lógico, não encontrei nada que me agradou. Nenhum. Nada, nadinha!
E só pra completar, meu primo acabou de ligar dizendo que a Natalea, a filha dele, está gripada e a suspeita é gripe suína.
Além disso tem a saudade. Aquela saudade que dói, que cansa e dá medo, que me deixa perdida e sem saber o que fazer. O que vai restar de tudo isso, eu não sei. Eu queria poder mudar as coisas, eu queria poder controlar os sentimentos e voltar no tempo. Mas não posso. E aceitar uma situação dessas não dá. Então fico aqui incomodada, inquieta, ansiosa.
Como diria Clarice Lispector, "eu não sou triste assim, é que hoje eu estou cansada". Cansada, entendeu?

sábado, 24 de outubro de 2009

Da saudade que dá...


"Nas despedidas
O mais doloroso é que
- tanto o que fica como o que vai embora -
Poem-se os dois a pensar:
'Meu Deus! quando é que parte o raio deste trem!'"
(Mario Quintana)

Do vazio impreenchível da ausência.

Do sono que não vem, ou da preguiça de dormir?

Agora também já não importa mais. É uma da manhã e eu não vou dormir. E nem adianta me chamar amanhã, quando eu estiver dormindo, que eu também não vou acordar. E tenho dito!

domingo, 11 de outubro de 2009

Deu na VEJA!

"Está cheio de piratas. Hoje eu vi na telvisão piratas sequestrando navio, aí pelo lado da Somália. Daqui a pouco aparece um pirata para pegar o nosso pré-sal."

Claro, sempre ele! De quem mais poderia ter saído tal preciosidade, senão do excelentíssimo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva; aquele cara, metalúrgico de profissão, sindicalista e que a mãe nasceu analfabeta, sabe?

Se ele conseguiu chegar lá, eu também consigo!

Eu tenho três!

"Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis casa, navio, terra.
Mas tens um cão."

(Carlos Drummond de Andrade)

Ontem eu e a Noah fomos passear na festa de San Gennaro. Ela foi a atração da festa, atraía olhares curiosos dos adultos por todo lugar que passava. A criançada, então, ficou maluca! Uma queria dar petisco, outra passar a mão no pêlo, outra pediu pra dar um beijo e teve até uma que me pediu se podia levá-la embora! A loirona ficou se sentindo a Rainha da Criançada, com tanto paparico e afago. E não é pra menos; afinal, quem é que resiste àquela carinha de "me pega no colo?" que ela faz?

Eu tenho as três melhores amigas de quatro patas que alguém poderia ter, e por causa delas eu ganhei as melhores amizades bípedes do mundo!

E tivemos um dia bom.

sábado, 10 de outubro de 2009

Sobre amigos e cães


"Corre a lua porque longe vai
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Eu trocaria a eternidade por essa noite"

De mãos dadas


De Mãos Dadas
(Nando Reis)

Vamos passear de mãos dadas
Andar é muito bom pra quem quer ficar junto
Eu atravessei na frente
E ela viu que eu levo um pente
No bolso de trás
E se por acaso chover
Eu quero ver o seu cabelo molhado
Não há nada mais bonito
Do que o seu sorriso
E o frio que te faz me abraçar
Ooohh, de mãos dadas vamos passear
Ooohh, vamos passear de mãos dadas.

I http://http://www.youtube.com/watch?v=K8HPAhpPiVUgotta feeling

Pelo que eu consegui descobrir, isso tudo aconteceu no centro de Michigan Avenue Chicago, quando milhares de pessoas compareceram ao Oprah Block Party. Os caras do Black Eyed Peas disponibilizaram um vídeo no Youtube com a coreografia da música, e pediram para que as pessoas tentassem decorar para dançar no dia do evento. Também avisaram que iriam colocar bailarinos dançando com roupa xadrez no meio do povão, que era pro pessoal conseguir acompanhar a coreografia caso alguém se perdesse nos passos ou não soubesse dançar, de fato.
O resultado é esse vídeo empolgante, que, como diz a Oprah no final, "é uma das coisas mais legais que eu já vi!". Na primeira vez que eu assisti cheguei a arrepiar!
Vou parafrasear a Tia Sandra, agora: "Bendito seja aquele que inventou a internet e todos seus aplicativos!". Sinceramente, eu não vivo mais sem!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Mudança

Antes de embarcarmos pros EUA, meu irmão comprou o livro "O Monge e o Executivo" numa livraria do aeroporto. O Diogo já havia me recomendado a leitura, certa vez, e inclusive chegou a me mandar o e-book, mas eu não consegui chegar nem na metade por conta da minha estupidez tecnológica. Não adianta, eu simplesmente não consigo me concentrar em leituras pela telinha; meu negócio é papel, marcadores de parágrafo, e todas essas coisas nada modernas, sabe? Foi então que na semana passada eu me deparei com o livro abandonado em cima da mesa da sala, e resolvi o problema abrigando-o na minha estante!

Basicamente, o livro conta a história de um executivo, teoricamente, bem-sucedido, que se vê diante de vários problemas de relacionamento: no trabalho, no casamento, com os filhos... Sua esposa, então, sugere que ele faça um retiro sobre liderança num mosteiro beneditino, na tentativa de retomar o controle da situação.

O segundo parágrafo começa com um provérbio chinês que diz: "Se você não mudar a direção, terminará exatamente onde partiu". Na sequência, tem um parágrafo que diz que "Novas idéias e maneiras de fazer as coisas estarão sempre sendo desafiadas, e até rotuladas como heréticas, coisas do diabo, comunistas. Desafiar os velhos caminhos requer muito esforço, mas acomodar-se nos paradigmas ultrapassados, também. (...) A mudança nos desinstala, nos tira da nossa zona de conforto e nos força a fazer coisas de modo diferente, o que é difícil. Quando nossas idéias são desafiadas, somos forçados a repensar nossa posição, e isso é sempre desconfortável. É por isso que, em vez de refletir sobre seus comportamentos e enfrentar a árdua tarefa de mudar seus paradigmas, muitos se contentam em permanecer para sempre paralisados em seus pequenos trilhos."

Achei sentido nisso tudo. O ano de 2009 pra mim tem sido de muitas mudanças: terminei uma faculdade, quase comecei outra, me apaixonei, desapaixonei, mudei de cargo, mudei o físico, vi tornar realidade o sonho de reunir na minha casa duas* das mais sinceras amizades que eu já fiz na vida e depois me vi perdendo uma delas, já tive a certeza de ter perdido, já tive a certeza de que nada no mundo é capaz de acabar com esse sentimento bonito de irmandade que me une à elas e de que tudo vai terminar bem. Também me vi obrigada a refletir sobre a minha relação com os meus pais e a assumir diversos defeitos nela, e depois me descobri disposta a tentar mudar com eles...

É realmente verdade esse lance de que a mudança nos desinstala! Quando eu percebi, estava sendo praticamente expulsa da minha zona de conforto, tendo que mudar diversos comportamentos com relação a diversas pessoas. E como foi difícil! Eu acho que nunca passei por fase tão complicada quanto essa que está terminando agora. E o pior é que eu tive de passar por isso tudo praticamente sozinha! Claro, eu sempre tive grandes pessoas ao meu lado, me apoiando, ouvindo e aconselhando, mas o que eu quero dizer é que, a decisão de mudar, de assumir tudo o que ficava guardado no inconsciente, e etc, coube só a mim. Todos os sermões que eu ganhei não adiantariam, caso eu não me dispusesse a mudar, né mesmo?

Todas essas mudanças me tiraram o prumo, me deixaram atordoada por uns três meses. Minha vida virou de pernas pro ar, parecia mais um quebra-cabeças daqueles de 3000 peças, que a gente não faz idéia por onde começar a montar. Mas agora tudo está se acertando e, com um pouco de sorte, as coisas vão se ajeitar. Só não digo que irão voltar aos devidos lugares, porque eu mudei a direção.
*O post de hoje vai pra ela, que, quando ler, saberá que é dela.

domingo, 4 de outubro de 2009

Boa notícia!

Aqui em Itatiba tem um ribeirão que corta praticamente a cidade toda, chamado Ribeirão Jacaré. Os mais antigos dizem que, como em todos os outros rios, era super comum ver gente nadando e pescando por ali, antes de surgirem as primeiras indústrias. Em Itatiba tem muita indústria têxtil e então, conforme elas foram se instalando, as tinturarias vieram atrás. Pronto, faço aqui um mea culpa: tinturaria é o que há se o tema em questão for poluir e colorir água! Apesar de eu depender completamente do setor têxtil, tenho total consciência de que uma tinturaria industrial não é exatamente o que a gente pode chamar de "instituição ecológicamente correta"!

Só pra ter uma idéia, o Ribeirão Jacaré a cada dia amanhecia de uma cor. Roxo, marrom, verde escuro, preto... Isso sem contar na quantidade altíssima de sal (é, NaCl, sal de cozinha, mesmo, só que sem iodo) que é usado na hidrólise do corante na maioria dos tingimentos, ou, melhorando a colocação, nos tingimentos mais comuns que são o Esgotamento Reativo e o Esgotamento Direto. E o NaCl mata todo e qualquer tipo de microorganismo que existe na água! Não é à toa que já existem tratamentos pra piscina onde o cloro deu lugar ao NaCl! Mas, repara no começo do meu parágrafo: eu uso a palavra "amanhecia", em vez de "amanhece".

Nós devemos ao J.A.P.P.A (Jacaré Para Preservação Ambiental) um agradecimento especial, pois isso quase não acontece mais. Os caras começaram a pegar pesado na fiscalização das ETE's das tinturarias daqui, já que elas frequentemente descartavam o efluente - teoricamente - tratado no pobre riozinho, e exigiram investimentos pra melhorar os sistemas de tratamento, sistemas que descolorissem a água efetivamente, sem ser necessário mascarar ou alterar as análises. Some essa fiscalização toda com a inauguração da Estação de Tratamento de Esgoto de Itatiba, pela SABESP (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que tem feito com que mais da metade do esgoto doméstico coletado em Itatiba seja encaminhado ao tratamento, em vez de despejado diretamente no leito do rio, que a conclusão fica meio óbvia... O ribeirão está começando a se recuperar!

Hoje de manhã eu fui caminhar com a Noah, e vi dois garotinhos pescando no Jacaré! Aquilo foi inacreditável! Eu até já tinha desistido do sonho de ver com meus próprios olhos uma cena assim naquele ribeirão, e já havia me conformado de que ver pessoas nadando e pescando ali era uma imagem que ficaria guardada só na memória dos meus pais. E sabe o que foi mais impressionante? No samburá dos meninos tinha peixe! Um tambaqui pequenininho, um cará e um outro peixe que o meu pai disse ser uma piava.

Na verdade, o papai já havia me falado que outro dia viu uma garça caçando ali, e que na hora que ele passou ela conseguiu pegar um Lambari mas, de tão pequeno que o bichinho era, ela não conseguiu segurar e ele fugiu. Inclusive essa Garça estava hoje no mesmo lugar que o meu pai a encontrou naquele dia.

Fiquei feliz por saber que ainda existem pessoas sérias e comprometidas com o meio ambiente, que correm atrás do que está errado até que o errado se torne certo. E, também, porque esse é mais um exemplo de que nós, Químicos, rotulados sempre de aberrações ecológicas do universo, não servimos apenas pra inventar produtos capazes de destruir todo o meio ambiente. A gente também sabe despoluir! A bola da vez é consertar o estrago causado por séculos de produções desenfreadas e inconsequentes.

E então quem sabe, um dia, eu poderei levar meu filho e sobrinhos pra pescar no Ribeirão Jacaré, e contar, com orgulho, que assisti ao processo de despoluição das águas, do mesmo jeito que os meus pais e minhas avós contam, hoje, as histórias de como era o riozinho no tempo deles?!

sábado, 3 de outubro de 2009

Dorminhoca!


"E o que vai ficar na fotografia
São os laços invisíveis que havia
As flores, figuras motivos
O sol passando sobre os amigos
Histórias, bebidas, sorrisos
E afeto em frente ao mar."

Qual a novidade do post? Nenhuma. Acontece que tem coisas que eu não canso de repetir, e essa é uma delas. Escrevo só pra agradecer pela honra de ter nascido neta de Emma Catuzo de Fávari, e ter convivido com ela por duas décadas de vida.
Dela eu herdei o perfeccionismo, e a aliança de casamento. Minha avó era tão, mas tão perfeccionista, que até o varal de roupas era organizado. Primeiro por peças. As peças eram organizadas, então, por tamanho e depois por cor; e dentro das cores a organização ia da mais clara até a mais escura, sempre em tom crescente. E quando alguém arrumava de qualquer jeito, diferente desse citado acima, ela tirava tudo do sol e fazia estender tudo de novo! Juro! Acho que era uma espécie de TOC. Eu não sou tão organizada assim - muito pelo contrário, aliás - mas em certos quesitos deixo nada a desejar.

Ela é meu maior exemplo de honestidade, caridade, caráter, força, garra e milhares de outras coisas. Se quando eu chegar na idade dela (acho que não chego aos 93, mas em todo caso...), tiver conquistado metade de tudo o que ela era, já vou ficar contente e vou considerar como cumprida, a minha missão.

Gente, minha avó era "o cara"!

Saudades, Vozinha!

Somewhere...

http://www.youtube.com/watch?v=A8tELjNJCyU

Por você eu vou cantar até perder a voz.
Vou sambar, se é de samba que tu gostas;
Vou calar, se é de silêncio que você precisa.
Mas continurei afirmando: você é a melhor pessoa que eu poderia ter conhecido na vida.
Olha, eu sinto muita saudade de você.
Porque ao seu lado eu sinto uma calmaria e uma liberdade que raramente sinto com alguém. E a minha mente se sente conectada com a sua, o tempo todo.
Eu não devia ter te deixado ir, naquele dia 02.
Você me rouba sorrisos sinceros.
E eu te amo.

É pique, é pique!


"Olho pra você sorrindo,
me faltam palavras pra dizer,
como explicar o amor que eu sinto..."

O Pedrock está de aniversário! Já são dois anos de convivência com esse sorriso bonito, com esses olhos azuis e com essas bochechas delícia!

Na verdade ele nasceu no dia 30/09, mas, como esse ano caiu na quarta-feira, deixamos pra comemorar no fim-de-semana, que é bem mais prático. Tivemos festinha, com direito a churrasco, bolo, brigadeiro, bexigas e decoração do filme "Carros". A vela era o Mcqueen em miniatura que, assim que acabou o parabéns, acabou dando PT pois o Azeitoninha aí da foto derrubou o carrinho no chão!

Ah, também tivemos uma presença ilustre: uma família de macaquinhos sagui que eu encontrei no pé de amora. Demos comida pra eles na mão, super fofinhos!

Família é tudo de bom!

Parabéns, Azeitoninha!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

10Dq?

10Dq era o nome que a nossa banda iria ter, caso a Faculdade de Química não tivesse sucesso. Como, pelo menos, colar grau a gente conseguiu, eu resolvi adaptar o nome e pôr no blog.
Resumidamente, na Química o 10Dq serve pra medir a diferença de energia entre os orbitais t2g e eg, num complexo de coordenação. É o que a gente chama de "Desdobramento", e quanto maior o valor de 10Dq, maior é essa diferença de energia.
É mais ou menos assim: imagine duas linhas paralelas, uma em cima da outra, onde uma representa o orbital t2g e o outro representa o orbital eg. O "espaço vazio" entre as duas linhas é o 10Dq, e quanto mais longe uma linha estiver da outra, maior será o desdobramento. Entre um orbital e outro ocorre transferência de elétrons, e é isso que confere a cor a um complexo de coordenação: quando os elétrons "saltam" de um orbital menos energético, para outro mais energético.
A Inorgânica é uma das frentes mais fascinantes da Química!