Que bacana, que bonito, que beleza! O Natal está aí e o comércio do interiorrrrr costuma abrir até as 22h nessa época. É o suficiente para tornar o trânsito no centro da cidade - que já não é lá aquelas coisas em épocas comuns - num caos insuportável!
Aqui em Itatiba o centro é composto, basicamente, por três (juro!) ruas paralelas: Francisco Glicério, Campos Salles e Quintino Bocaiúva; que a gente costuma chamar carinhosamente de "rua dos bancos", pois é nelas onde você irá encontrar o Santander, o Banco do Brasil, o Banco Real, HSBC, Bradesco e etc. O fluxo de pessoas se acumula ali, as lojas também, e os carros idem. As outras ruas são coadjuvantes de um sistema de trânsito estressante e ineficiente, mas não deixam de ter movimento.
Pois bem, saí de casa hoje com três missões: visitar meus primos que estão "grávidos", passar na casa da minha tia e sacar dinheiro no Santander. Listei as três coisas por ordem de complexidade, e comecei pela visita ao Silvinho e a Eleuza, que são vizinhos aqui de casa. Cheguei lá e não tinha ninguém! Liguei no celular, ninguém me atendeu, então comecei a procurar o telefone da residência, mas o número ficou no meu aparelho antigo, que está com a bateria arriada. "Tudo bem, faço o que tenho que fazer no centro e volto mais tarde!", pensei, e rumei ao banco. Aqui perto de casa tem um caixa eletrônico do Banco Real que facilitou muito a minha vida, depois que o Santander o comprou, pq agora dá pra movimentar conta corrente em qualquer uma das agências. Isso, claro, quando aquela joça daquele caixa eletrônico está funcionando! Minha intenção era sacar dinheiro no caixa que fica aqui perto, e fazer um caminho alternativo até a casa da minha Tia, de modo que eu não precisasse atravessar o centro em plena 8h da noite. Parece até que eu estava prevendo...
Estaciono o carro, desço, atravesso a rua, entro no caixa eletrônico, coloco meu cartão... "Aparelho temporariamente fora de sistema, por favor, tente novamente mais tarde". Ah, peraí, qual é o teu problema, amigão? Mais tarde??? Tá me pedindo pra vir aqui de madrugada, é? Comecei a me estressar. Respirei azul, expirei violeta e, na maior das boas intenções, pensei "Tudo bem, atravessar o centro não deve ser tão ruim assim. Vou tentar!". Subi a Quintino Bocaiúva, e dei de cara com um PUTA congestionamento!!! A fila pra descer a Francisco Glicério dava a volta na Praça da Bandeira, eu nunca tinha visto um negócio desses na vida!
Tudo parado, tudo travado, e o meu instinto assassino começou a berrar. Minha vontade era ter um rolo compressor, e sair acelerando, amassando todo mundo. Dentro da minha realidade, tive vontade de estacionar o carro ali mesmo e fazer tudo andando. Mas, sabe mesmo o que eu fiz? Desisti de sacar dinheiro, caso contrário teria um ataque de nervos ao volante! Pensei "Tudo bem, vou até a casa da Tia Rose, fico lá um pouco, e quando eu voltar passo pra sacar dinheiro. Com certeza o movimento terá diminuído, até lá". Tentei desviar - não contavam com a minha astúcia! - fazendo um caminho mais longo e supostamente menos movimentado, que também estava todo parado. Uma loucura! Eu levei inacreditáveis 32 minutos (até cronometrei, pra registrar o dia histórico) para chegar até o próximo destino, coisa que, em dias normais, eu faço em menos de cinco minutos!!! Numa altura dessas, eu não sabia mais se ria, se chorava ou se continuava me estressando...
E a cereja do bolo, ah, a cereja do bolo foi... Adivinha, gente? Eu cheguei na casa da minha tia, e não tinha ninguém!!! Tudo escuro, nenhum carro na garagem. Foi demais para a minha limitada paciência 'motorística'. Aí eu não tive como evitar, soltei um sonoro "Putaqueopariu" de lavar a alma.
O que consola é que o Natal é na próxima quinta-feira, e depois disso as lojas voltarão a fazer os horários normais. Para o ano que vem eu já aprendi: centro da cidade depois das 19h só se for a pé!
E um Feliz Natal aos motoristas estressadinhos!