Antes de embarcarmos pros EUA, meu irmão comprou o livro "O Monge e o Executivo" numa livraria do aeroporto. O Diogo já havia me recomendado a leitura, certa vez, e inclusive chegou a me mandar o e-book, mas eu não consegui chegar nem na metade por conta da minha estupidez tecnológica. Não adianta, eu simplesmente não consigo me concentrar em leituras pela telinha; meu negócio é papel, marcadores de parágrafo, e todas essas coisas nada modernas, sabe? Foi então que na semana passada eu me deparei com o livro abandonado em cima da mesa da sala, e resolvi o problema abrigando-o na minha estante!
Basicamente, o livro conta a história de um executivo, teoricamente, bem-sucedido, que se vê diante de vários problemas de relacionamento: no trabalho, no casamento, com os filhos... Sua esposa, então, sugere que ele faça um retiro sobre liderança num mosteiro beneditino, na tentativa de retomar o controle da situação.
O segundo parágrafo começa com um provérbio chinês que diz: "Se você não mudar a direção, terminará exatamente onde partiu". Na sequência, tem um parágrafo que diz que "Novas idéias e maneiras de fazer as coisas estarão sempre sendo desafiadas, e até rotuladas como heréticas, coisas do diabo, comunistas. Desafiar os velhos caminhos requer muito esforço, mas acomodar-se nos paradigmas ultrapassados, também. (...) A mudança nos desinstala, nos tira da nossa zona de conforto e nos força a fazer coisas de modo diferente, o que é difícil. Quando nossas idéias são desafiadas, somos forçados a repensar nossa posição, e isso é sempre desconfortável. É por isso que, em vez de refletir sobre seus comportamentos e enfrentar a árdua tarefa de mudar seus paradigmas, muitos se contentam em permanecer para sempre paralisados em seus pequenos trilhos."
Achei sentido nisso tudo. O ano de 2009 pra mim tem sido de muitas mudanças: terminei uma faculdade, quase comecei outra, me apaixonei, desapaixonei, mudei de cargo, mudei o físico, vi tornar realidade o sonho de reunir na minha casa duas* das mais sinceras amizades que eu já fiz na vida e depois me vi perdendo uma delas, já tive a certeza de ter perdido, já tive a certeza de que nada no mundo é capaz de acabar com esse sentimento bonito de irmandade que me une à elas e de que tudo vai terminar bem. Também me vi obrigada a refletir sobre a minha relação com os meus pais e a assumir diversos defeitos nela, e depois me descobri disposta a tentar mudar com eles...
É realmente verdade esse lance de que a mudança nos desinstala! Quando eu percebi, estava sendo praticamente expulsa da minha zona de conforto, tendo que mudar diversos comportamentos com relação a diversas pessoas. E como foi difícil! Eu acho que nunca passei por fase tão complicada quanto essa que está terminando agora. E o pior é que eu tive de passar por isso tudo praticamente sozinha! Claro, eu sempre tive grandes pessoas ao meu lado, me apoiando, ouvindo e aconselhando, mas o que eu quero dizer é que, a decisão de mudar, de assumir tudo o que ficava guardado no inconsciente, e etc, coube só a mim. Todos os sermões que eu ganhei não adiantariam, caso eu não me dispusesse a mudar, né mesmo?
Todas essas mudanças me tiraram o prumo, me deixaram atordoada por uns três meses. Minha vida virou de pernas pro ar, parecia mais um quebra-cabeças daqueles de 3000 peças, que a gente não faz idéia por onde começar a montar. Mas agora tudo está se acertando e, com um pouco de sorte, as coisas vão se ajeitar. Só não digo que irão voltar aos devidos lugares, porque eu mudei a direção.
Basicamente, o livro conta a história de um executivo, teoricamente, bem-sucedido, que se vê diante de vários problemas de relacionamento: no trabalho, no casamento, com os filhos... Sua esposa, então, sugere que ele faça um retiro sobre liderança num mosteiro beneditino, na tentativa de retomar o controle da situação.
O segundo parágrafo começa com um provérbio chinês que diz: "Se você não mudar a direção, terminará exatamente onde partiu". Na sequência, tem um parágrafo que diz que "Novas idéias e maneiras de fazer as coisas estarão sempre sendo desafiadas, e até rotuladas como heréticas, coisas do diabo, comunistas. Desafiar os velhos caminhos requer muito esforço, mas acomodar-se nos paradigmas ultrapassados, também. (...) A mudança nos desinstala, nos tira da nossa zona de conforto e nos força a fazer coisas de modo diferente, o que é difícil. Quando nossas idéias são desafiadas, somos forçados a repensar nossa posição, e isso é sempre desconfortável. É por isso que, em vez de refletir sobre seus comportamentos e enfrentar a árdua tarefa de mudar seus paradigmas, muitos se contentam em permanecer para sempre paralisados em seus pequenos trilhos."
Achei sentido nisso tudo. O ano de 2009 pra mim tem sido de muitas mudanças: terminei uma faculdade, quase comecei outra, me apaixonei, desapaixonei, mudei de cargo, mudei o físico, vi tornar realidade o sonho de reunir na minha casa duas* das mais sinceras amizades que eu já fiz na vida e depois me vi perdendo uma delas, já tive a certeza de ter perdido, já tive a certeza de que nada no mundo é capaz de acabar com esse sentimento bonito de irmandade que me une à elas e de que tudo vai terminar bem. Também me vi obrigada a refletir sobre a minha relação com os meus pais e a assumir diversos defeitos nela, e depois me descobri disposta a tentar mudar com eles...
É realmente verdade esse lance de que a mudança nos desinstala! Quando eu percebi, estava sendo praticamente expulsa da minha zona de conforto, tendo que mudar diversos comportamentos com relação a diversas pessoas. E como foi difícil! Eu acho que nunca passei por fase tão complicada quanto essa que está terminando agora. E o pior é que eu tive de passar por isso tudo praticamente sozinha! Claro, eu sempre tive grandes pessoas ao meu lado, me apoiando, ouvindo e aconselhando, mas o que eu quero dizer é que, a decisão de mudar, de assumir tudo o que ficava guardado no inconsciente, e etc, coube só a mim. Todos os sermões que eu ganhei não adiantariam, caso eu não me dispusesse a mudar, né mesmo?
Todas essas mudanças me tiraram o prumo, me deixaram atordoada por uns três meses. Minha vida virou de pernas pro ar, parecia mais um quebra-cabeças daqueles de 3000 peças, que a gente não faz idéia por onde começar a montar. Mas agora tudo está se acertando e, com um pouco de sorte, as coisas vão se ajeitar. Só não digo que irão voltar aos devidos lugares, porque eu mudei a direção.
*O post de hoje vai pra ela, que, quando ler, saberá que é dela.

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