quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Que venha 2010!

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...
Mario Quintana.

Canadeando...

Ontem fiz meu primeiro contato falado com a minha host family. Um casal de italianos, o Gino e a Stephanie, e uma menininha, a Cristine(a?) que deve ter seus 7 ou 8 anos. Pra falar a verdade, eu estava morrendo de medo que eles não tivessem levado a sério meu "agente" - o José, o host father do Minduim - e tivessem locado meu quarto pra outro intercambista. Já pensou a dor de cabeça que eu teria, se não tivesse casa pra ficar?
Liguei a primeira vez por volta das 22h40 do Brasil (17h40 no horário local), e pedi pelo Gino. Um homem atendeu dizendo que o Gino não estava, e sugeriu que eu ligasse um pouco mais tarde. Assim eu fiz, e liguei pouco mais de meia-noite. O Gino ainda não estava em casa, mas a Stephanie me atendeu e foi super simpática! Gostei da voz dela. Se a primeira impressão é a que fica, começamos bem, eu me simpatizei com ela!!!
Vancouver é a cidade mais populosa da província canadense da Colúmbia Britânica, com 2,1 milhões de habitantes comprimidos em 113 km² de área total. Foi colonizada por Espanhóis e Ingleses, por volta de 1800, e vestígios arqueológicos indicam que povos aborígenes viveram naquela região há quase três mil anos atrás.
Além disso, Vancouver foi eleita bicampeã (2008 e 2009) pela Economist Intelligence Unit (EIU) como a melhor cidade do mundo para se viver! A lista é encabeçada pela cidade canadense, seguida por Viena (Áustria), Melbourne (Austrália) e Toronto (Canadá). A pontuação varia de 0 - 100 pontos, e o estudo leva em conta quesitos como: criminalidade, estabilidade, saúde, cultura, meio ambiente, educação e infraestrutura. Quanto mais perto do topo, melhor a qualidade de vida. Vancouver recebeu nota 98... (São Paulo e Rio de Janeiro, empatadas na 92ª posição, são as cidades brasileiras mais bem colocadas)
Isso tudo me empolga e me deixa ansiosa. Sei que vai ser difícil ficar longe de casa, longe da minha família, dos meus amigos, dos meus cachorros e de toda comodidade que tenho aqui, mas a cada dia que passa eu tenho mais certeza que esse intercâmbio vai ser fundamental para mim, tanto no que diz respeito ao desenvolvimento profissional quanto, pricipalmente, no desenvolvimento pessoal.
E por enquanto é isso.
Vancouver, aí vou eu!

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

Reflexão Natalina

"E o que os olhos não vêem o coração não sente
Não posso te encarar assim tão de repente
Eu começo a lembrar vou me descontrolar, chorar na sua frente"
Particularmente, eu nunca ouvi uma letra de música sertaneja dizer tanta verdade assim. Ouvi essa hoje e senti vontade de compartilhar.
Verdade seja dita. Ou cantada, no caso.

Já estou perdendo as contas...

A família Carrara ganhou mais um integrante na noite de hoje! Ok, ok, "noite de hoje" é modo de falar, o bebê é souvenir de Möers, mas o anúncio oficial foi feito hoje, durante a oração de Natal. 24 de agosto de 2010 é o dia previsto para o nacimento, mas eu já conversei com a criança e pedi que ela adiante o dia, pra nascer leonina. Virginianos são muuuito difíceis, são sim!
Um presentão de Natal, pra quem achava que o desse ano passaria em branco. Estou feliz: vem mais um priminho ou priminha por aí.

Das conclusões nada precipitadas...

Não sei o que tem naquela caixinha, só ouvia o barulho enquanto ela abria o embrulho. Sei que é uma jóia, eu li na embalagem que estava em cima da mesa. Eu preciso confessar que invejei aquele abraço e tive vontade de ganhar aquele olhar de orgulho. Mas não dá, eu não sou igual a ele. E não sei como ela quer que eu seja. Se soubesse, seria. E talvez seja o motivo de tanta diferença.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Então... é Natal

Que bacana, que bonito, que beleza! O Natal está aí e o comércio do interiorrrrr costuma abrir até as 22h nessa época. É o suficiente para tornar o trânsito no centro da cidade - que já não é lá aquelas coisas em épocas comuns - num caos insuportável!
Aqui em Itatiba o centro é composto, basicamente, por três (juro!) ruas paralelas: Francisco Glicério, Campos Salles e Quintino Bocaiúva; que a gente costuma chamar carinhosamente de "rua dos bancos", pois é nelas onde você irá encontrar o Santander, o Banco do Brasil, o Banco Real, HSBC, Bradesco e etc. O fluxo de pessoas se acumula ali, as lojas também, e os carros idem. As outras ruas são coadjuvantes de um sistema de trânsito estressante e ineficiente, mas não deixam de ter movimento.
Pois bem, saí de casa hoje com três missões: visitar meus primos que estão "grávidos", passar na casa da minha tia e sacar dinheiro no Santander. Listei as três coisas por ordem de complexidade, e comecei pela visita ao Silvinho e a Eleuza, que são vizinhos aqui de casa. Cheguei lá e não tinha ninguém! Liguei no celular, ninguém me atendeu, então comecei a procurar o telefone da residência, mas o número ficou no meu aparelho antigo, que está com a bateria arriada. "Tudo bem, faço o que tenho que fazer no centro e volto mais tarde!", pensei, e rumei ao banco. Aqui perto de casa tem um caixa eletrônico do Banco Real que facilitou muito a minha vida, depois que o Santander o comprou, pq agora dá pra movimentar conta corrente em qualquer uma das agências. Isso, claro, quando aquela joça daquele caixa eletrônico está funcionando! Minha intenção era sacar dinheiro no caixa que fica aqui perto, e fazer um caminho alternativo até a casa da minha Tia, de modo que eu não precisasse atravessar o centro em plena 8h da noite. Parece até que eu estava prevendo...
Estaciono o carro, desço, atravesso a rua, entro no caixa eletrônico, coloco meu cartão... "Aparelho temporariamente fora de sistema, por favor, tente novamente mais tarde". Ah, peraí, qual é o teu problema, amigão? Mais tarde??? Tá me pedindo pra vir aqui de madrugada, é? Comecei a me estressar. Respirei azul, expirei violeta e, na maior das boas intenções, pensei "Tudo bem, atravessar o centro não deve ser tão ruim assim. Vou tentar!". Subi a Quintino Bocaiúva, e dei de cara com um PUTA congestionamento!!! A fila pra descer a Francisco Glicério dava a volta na Praça da Bandeira, eu nunca tinha visto um negócio desses na vida!
Tudo parado, tudo travado, e o meu instinto assassino começou a berrar. Minha vontade era ter um rolo compressor, e sair acelerando, amassando todo mundo. Dentro da minha realidade, tive vontade de estacionar o carro ali mesmo e fazer tudo andando. Mas, sabe mesmo o que eu fiz? Desisti de sacar dinheiro, caso contrário teria um ataque de nervos ao volante! Pensei "Tudo bem, vou até a casa da Tia Rose, fico lá um pouco, e quando eu voltar passo pra sacar dinheiro. Com certeza o movimento terá diminuído, até lá". Tentei desviar - não contavam com a minha astúcia! - fazendo um caminho mais longo e supostamente menos movimentado, que também estava todo parado. Uma loucura! Eu levei inacreditáveis 32 minutos (até cronometrei, pra registrar o dia histórico) para chegar até o próximo destino, coisa que, em dias normais, eu faço em menos de cinco minutos!!! Numa altura dessas, eu não sabia mais se ria, se chorava ou se continuava me estressando...
E a cereja do bolo, ah, a cereja do bolo foi... Adivinha, gente? Eu cheguei na casa da minha tia, e não tinha ninguém!!! Tudo escuro, nenhum carro na garagem. Foi demais para a minha limitada paciência 'motorística'. Aí eu não tive como evitar, soltei um sonoro "Putaqueopariu" de lavar a alma.
O que consola é que o Natal é na próxima quinta-feira, e depois disso as lojas voltarão a fazer os horários normais. Para o ano que vem eu já aprendi: centro da cidade depois das 19h só se for a pé!
E um Feliz Natal aos motoristas estressadinhos!